Não necessariamente uma criança ou juvenil baixo apresenta uma doença característica, mas é um sinal claro que o desenvolvimento no foi ótimo por diversos fatores que intercorrem durante as diversas etapas de crescimento. Embora o diagnóstico visual seja bem claro, não podem ser descartados fatores genéticos ou fatores mutacionais, e mesmo outros fatores metabólicos silenciosos. As implicações serão comprometedoras quando o desenvolvimento estatural finalizar tendo baixa estatura, pois a próxima fase que é a fase adulta terá diversas implicações psicossociais que não necessariamente são doenças em atividade, mas implicam em consequências desagradáveis, que facilitarão a somatização (ex: depressão, etc.).
As causas mais comuns de baixa estatura acima do primeiro ou do segundo anos de vida são baixa estatura familiar (genética) e retardo constitucional de crescimento, que são variantes não patológicas normais de crescimento. O objetivo da avaliação da baixa estatura de uma criança é identificar o subconjunto de crianças com causas patológicas (tais como síndrome de Turner, doença inflamatória do intestino, outra doença sistêmica subjacente ou deficiência de GH hormônio de crescimento). A avaliação também avalia a gravidade da baixa estatura e a provável trajetória de crescimento, para facilitar as decisões sobre intervenção, se necessário. CONSTITUCIONAL DO CRESCIMENTO E PUBERDADE – o atraso constitucional do crescimento e puberdade (ACCP, às vezes chamado de baixa estatura constitucional para crianças pré-púberes) resulta em baixa estatura na infância, mas a altura relativamente normal quando na fase adulta, ou com pequenas defasagens estaturais, entretanto, caso seja possível corrigir antes dessa fase obviamente irá evitar uma série de problemas psicossociais em adultos.
Existe uma grande preocupação entre as entidades reguladoras de medicamentos, principalmente nos Estados Unidos, (FDA), pois atualmente com a evolução terapêutica através de pesquisas recentes, o horizonte tem sido aberto com mais eficiência no caso de melhora de resultados até então questionáveis como é o caso da baixa estatura idiopática que em 2003 o FDA incluiu como um dos fatores de possível recuperação em sua grande maioria com terapêutica de GH – hormônio de crescimento, a aplicação de inibidores da aromatase, IGF – 1, etc. Crianças com atraso constitucional do crescimento e puberdade (ACCP, às vezes chamado de baixa estatura constitucional para crianças pré-púberes é geralmente de tamanho normal ao nascimento). No entanto, um deslocamento para baixo na taxa de crescimento começa aos três a seis meses de idade que é paralelo ao observado na maioria das crianças que crescem normalmente neste grupo etário, mas tende a ser mais grave e prolongada.
Por três ou quatro anos de idade, as crianças com atraso constitucional do crescimento e puberdade - ACCP, geralmente estão crescendo a uma taxa abaixo do normal (p. ex., crescem cerca de 4 a 5 cm/ano em meninas pré-adolescentes, e 3,5 a 4,5 cm/ano em meninos pré-adolescentes). O resultado é uma curva de crescimento que continua a ser inferior, mas paralela ao 3° percentil para a altura. Além de uma taxa de crescimento pré-adolescente baixa, eles tendem a ter atraso no desenvolvimento puberal. Isto leva a uma discrepância da altura marcada cedo durante a adolescência em comparação com seus pares, mas é seguida de um catch-up (ganho de altura) quando eles entram na puberdade, mesmo assim com possíveis defasagens estaturais.
Dr. João Santos Caio Jr.
Endocrinologia – Neuroendocrinologista
CRM 20611
Dra. Henriqueta V. Caio
Endocrinologista – Medicina Interna
CRM 28930
Como saber mais:
1. Na virada do século XX, 90% das crianças que viviam em Nova York, Boston, e Leyden nos Países Baixos apresentavam muito raquitismo, uma doença que deforma os ossos...
http://hormoniocrescimentoadultos.blogspot.com.
2. A primeira observação da doença foi em meados de 1.600 por Whistler e Glissen, que relataram que crianças que viviam em cidades industrializadas na Grã-Bretanha tinham baixa estatura e deformidades do esqueleto, especialmente da parte inferior das pernas...
http://longevidadefutura.blogspot.com
3. Não foi até 1.889 que a descoberta de que o ato de se "bronzear" era importante para prevenir o raquitismo. Desde então, muitos outros benefícios da vitamina D para a saúde foram descobertos...
http://imcobesidade.blogspot.com
AUTORIZADO O USO DOS DIREITOS AUTORAIS COM CITAÇÃO
DOS AUTORES PROSPECTIVOS ET REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA.
Referências Bibliográficas:
Caio Jr, João Santos, Dr.; Endocrinologista, Neuroendocrinologista, Caio,H. V., Dra. Endocrinologista, Medicina Interna – Van Der Häägen Brazil, São Paulo, Brasil; Cohen P, Rogol AD, Deal CL, et al. Wit JM: 2007 ISS Consensus Workshop participants. Consensus statement on the diagnosis and treatment of children with idiopathic short stature: a summary of the Growth Hormone Research Society, the Lawson Wilkins Pediatric Endocrine Society, and the European Society for Paediatric Endocrinology Workshop.Cohen P, Rogol AD, Deal CL, et al. Wit JM: 2007 ISS Consensus Workshop participants. Consensus statement on the diagnosis and treatment of children with idiopathic short stature: a summary of the Growth Hormone Research Society, the Lawson Wilkins Pediatric Endocrine Society, and the European Society for Paediatric Endocrinology Workshop. J Clin Endocrinol Metab. 2008;93:4210-4217.Collett-Solberg PF, Misra M. Drug and Therapeutics Committee of the Lawson Wilkins Pediatric Endocrine Society. The role of recombinant human insulin-like growth factor-1 in treating children with short stature. J Clin Endocrinol Metab Cooke DW, Divall SA, Radovick S. Normal and aberrant growth. In: Melmed S, Polonsky KS, Larsen PR, Kronenberg HM, eds.Cooke DW, Divall SA, Radovick S. Normal and aberrant growth. In: Melmed S, Polonsky KS, Larsen PR, Kronenberg HM, eds. Williams Textbook of Endocrinology. 12th ed. Philadelphia, PA: Elsevier Saunders; 2011;chap 24. Sisley S, Trujillo MV, Khoury J, Backeljauw P. Low incidence of pathology detection and high cost of screening in the evaluation of symptomatic short children.Sisley S, Trujillo MV, Khoury J, Backeljauw P. Low incidence of pathology detection and high cost of screening in the evaluation of symptomatic short children. J Pediatr. 2013;163:1045. van Gool SA, Kamp GA, Odink RJ, et al. High-dose GH treatment limited to the prepubertal period in young children with idiopathic short stature does not increase adult height.van Gool SA, Kamp GA, Odink RJ, et al. High-dose GH treatment limited to the prepubertal period in young children with idiopathic short stature does not increase adult height. Eur J Endocrinol. 2010;162:653-60.
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